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Hoje, dia 19 de fevereiro, em sua página 03, o prefeito José
Fortunati comenta a dispensa do secretário de Saúde, Carlos Henrique
Casartelli, em razão do mesmo ter proferido no Twitter algumas verdades como a
demora de repasses da Secretaria Municipal da Fazenda para a Saúde e,
outrossim, com relação ao corte de recursos. O prefeito explica que a culpa é
do governo federal. Será? Ademais, alega: “Que a fatia de contribuição federal
para os atendimentos em saúde deveria ser de 60% e do município, 40%, mas hoje
Porto Alegre estaria arcando com os 60% e não recebendo por isso”.
O ocorrido permite chegar a algumas ilações:
1ª A intolerância na qual os governantes, nesse caso, nosso estimado prefeito, possui contra o pronunciamento sobre fatos verdadeiros;
2ª A pena pela exposição, mesmo verdadeira, é a dispensa do
cargo;
3ª A saída do Sr. Casartelli foi um alívio para os
servidores públicos;
4ª Deveria ser feita uma reforma fiscal urgente no Brasil, isto é,
modificar a legislação quanto à forma atual de repasses pecuniários entre as esferas
governamentais (Federal, Estadual e Municipal);
5ª Atualmente os impostos arrecadados pelos Estados são
repassados para a União que devolve uma parte aos Estados e aos Municípios. Aí
reside o problema! Como os Estados são constituídos por cidades, cada cidade
deveria arrecadar seus tributos e os gerenciar em prol de seus próprios
habitantes, remetendo à União o que sobrasse, para que esta auxiliasse algum
município cujo valor pecuniário proveniente dos impostos, em razão do baixo número
de habitantes, não suprisse a demanda à prestação dos serviços de Saúde, Educação,
etc...
6ª Tudo é feito incorretamente, sendo assim, a vultosa
quantia de dinheiro arrecadada deve rumar primeiramente à União a fim de suprir
os luxos dos membros do Congresso Nacional. O que sobra, é devolvido para erradicar a desgraça dos miseráveis;
7ª O povo masoquista e mentecapto permite que assim seja, já que não se revolta e, para piorar, ainda mantêm no poder os mesmos crápulas que os massacram.
Obs. Palavras em negrito = ironia.
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